MOVIMENTO PRÓ-UNIVERSIDADE PÚBLICA E POPULAR PARA A MESORREGIÃO GRANDE FRONTEIRA DO MERCOSULChapecó, 25 de Março de 2008.
Senhor Ministro:
No momento em que o saudamos, vimos informar que o Movimento Pró-Universidade Pública e Popular, que trabalha para construir uma Universidade Federal para a Mesorregião Grande Fronteira do Mercosul, reunido em Chapecó, no dia 19 do corrente, vem informar das deliberações e solicitar uma audiência com Vossa Senhoria e com o Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, Senhor Paulo Bernardo Silva, tendo em vista as últimas informações a respeito do campus proposto para o Estado do Paraná:
1) O Movimento está surpreso e apreensivo com as informações no sentido de iniciar a Universidade com cinco campi, sendo dois no Estado do Paraná.
2) Em ofício encaminhado a Vossa Senhoria, no dia 06 de novembro de 2007, o Movimento informou que considerava absolutamente insuficiente o número de campi propostos pelo Ministério da Educação e elencou um conjunto de razões para embasar tal compreensão. No mesmo ofício o Movimento reafirmou a posição tomada em 19 de outubro, propondo iniciar com sete campi, sendo três no Rio Grande do Sul, dois em Santa Catarina e dois no Paraná. Diante disso, o Movimento solicitou uma audiência com o objetivo de discutir a ampliação do número de campi da nova Universidade.
3) Na época o Ministério da Educação havia proposto iniciar a nova Universidade com três campi, podendo ampliar para quatro, desde que houvesse acordo no Movimento.
Exmo. Sr.
Fernando Hadad
Ministro de Estado da Educação
Brasília – DF
C/C:
Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Senhor Paulo Bernardo Silva.
Secretário de Ensino Superior, Senhor Ronaldo Mota.
4) Diante desta condição, o Movimento deliberou iniciar com quatro campi, sendo a sede em Santa Catarina, dois no Rio Grande do Sul e um no Paraná. Além disso, o Movimento deliberou por uma segunda fase, com mais um campus em cada Estado, e uma terceira fase, com mais dois campi para o Rio Grande do Sul e mais um campus em Santa Catarina. Dessa forma, totalizaria 11 campi, sendo seis no Rio Grande do Sul, três em Santa Catarina e dois no Paraná.
5) O Movimento propôs e a Comissão de Projeto (constituída pela Portaria nº. 948, de 22 de novembro de 2007) aprovou iniciar com a sede em Santa Catarina (Chapecó), dois campi para o Rio Grande do Sul (Erechim e Cerro Largo) e um campus para o Paraná (Laranjeiras do Sul), juntamente com a possibilidade de ampliação para novas regiões, conforme explicitado no documento encaminhado pela referida Comissão ao Senhor Ronaldo Mota, Secretário de Ensino Superior, em 13 de dezembro de 2007.
6) Em relação ao campus do Paraná, importante destacar que as regiões de Francisco Beltrão e Cantuquiriguaçu não chegaram a um consenso quanto à sua localização e que a Comissão de Projeto, considerando os critérios definidos, deliberou por Laranjeiras do Sul.
7) A atual proposta de iniciar com cinco campi, sendo dois para o Paraná, desrespeita os critérios construídos e abre possibilidades para que outras regiões pressionem o Governo no sentido de também serem contempladas com um campus já na primeira fase, desconstituindo o Movimento e a Comissão de Projeto como interlocutores do processo.
8) Neste sentido, o Movimento ratifica o processo construído na perspectiva de iniciar a Universidade com quatro unidades, nas condições e prazos acordados entre o Movimento, o Ministério e a Comissão de Projeto.
9) No entanto, se agora o Governo entende que há possibilidade de ampliar o número de unidades, sem prejuízo dos prazos acordados, o Movimento ratifica a decisão de iniciar com sete campi, sendo três para o Rio Grande do Sul, dois para Santa Catarina e dois para o Paraná, logicamente ampliando o número de cursos, alunos, recursos humanos e recursos financeiros propostos. Não havendo possibilidade de iniciar com sete campi, o Movimento ratifica a decisão de iniciar com quatro unidades e propõe que seja estabelecido um prazo para a segunda fase.
Considerando as razões expostas, o Movimento Pró-Universidade Federal solicita uma audiência com Vossa Senhoria e com o Ministro de Estado do Planejamento, com a maior brevidade possível, para melhor resolvermos tal situação.
Sendo o que tínhamos para o momento, aguardamos retorno e nos colocamos à disposição para maiores informações.
Atenciosamente,
Coordenação do Movimento
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